segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Caramelo.

  Vem. Vem que hoje eu tô poeta. Vem, que hoje não tem validade. Hoje só expira se você quiser. E de repente, você descobre algum cantinho, alguma linha torta, um pedacinho meu pra se recostar entre os cabelos e dormir. Passa a noite comigo. Deixa seus sapatos escorregarem para fora dos seus pés e vem você se escorregar pra dentro do meu umbigo.
  Vem sentir meu colo, provar a brisa do meu hálito fresco e a leveza dos meus pensamentos. Vem, que hoje eu tô poeta, e cada sussurro vai nos fazer viajar toda a eternidade sem sair dos lençóis. Então vem, vem sentir a pureza das palavras e o toque macio dos meus dedos na sua barba. Vem mansinho, vem sem hora pra voltar.
  Vem pra cá, mas vem poeta também.

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