quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mais uma vez.

  Ah Daniel, tome mais cuidado da próxima vez! A menina chorava tanto... Os olhos borrados, as lágrimas sujando as bochechas e os lábios tremendo, cansados. Chorava sem motivo aparente. Sem motivo? Chorava por ti Daniel. O silêncio entre os soluços fazia parecer que ela estava tão longe... E se uma meia risada aparecia em meio ao choro, era porque ela estava com você. Nos pensamentos, estava em seus braços...
  Não posso afagar os cabelos de cada moça que você machucar. Não posso secar cada lágrima que for derramada por ti, e não posso Daniel, não vou viver à tua sombra para sempre. Você prometeu, ia tentar, não prometeu?
  Sabe, tem tempo que não te vejo... Que não te sinto. Que não te ouço brigar comigo por não dizer a verdade. E vou admitir que sinto saudades. Aquela pontinha aguda do "podia ainda ser eu" me espeta cada dia mais fundo. Fiquei esperando você voltar e você não voltou. Mas prometeu que não voltaria, então por que... Eu ando confusa, me confundindo. Talvez seja todo esse tempo seca demais. Todo esse tempo amarga demais. Me forçando a esquecer.
  Mas você Daniel, você é eterno. Eterno fixado no ontem. Está preso, registrado, guardado no que acabou de ficar mais pra trás. Vou te embalar, te embrulhar e colocar no fundo da caixa. Que é pra daqui algum tempo, poder te descobrir de novo.
 

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