domingo, 8 de janeiro de 2012

Eternidade

"- Você me ama?
 - Amo.
 - Para sempre?
 - Não. 
 - Por que não?
 - Não acredito no para sempre. Nada é eterno durante a vida... A única coisa eterna é a morte. É na morte em que confio. É o único ponto imutável da vida.
 - Quer dizer que me amará até a morte?
 - Sim. Eu te amo. Agora. Depois não se sabe.
 - Pois eu não. Te amo mais do que posso suportar. Te amo mais do que preciso de ar. Um amor tão grande, que morreria por você. Morreria para salvar a eternidade desse meu sentimento.
 - E por que não aproveitar o agora? Provar cada gota desse amor, cada voto de admiração. A união de nossos corações. O seu ainda virgem, tão puro, tão doce, bombeando um sangue tão jovem, que poderia beber dele. A união do seu coração ao meu. Um coração maltratado, vendido, prostituído e acabado. Sem suas batidas suaves por perto, tenho certeza de que já teria desistido. Nunca tentaria remendá-lo. Aproveitemos enquanto ainda nos restam os dias de Sol, os acalantos que nos ninam durante a noite. Não vá, fiquemos aqui, sentindo tudo. Só por mais um pouco.
 - Mas e a eternidade?
 - Vivamos a eternidade desse momento."

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